Central é um município da Bahia, localizado na Chapada Diamantina Setentrional, a cerca de 500 km de Salvador, com altitude de 714 metros e área de aproximadamente 567 km². A região pertence à Bacia de Irecê e apresenta formações geológicas antigas, com metassedimentos e carbonatos onde aparecem estromatólitos. Ao longo do tempo, desenvolveu-se um relevo cárstico, com cavernas e ravinas que abrigam pinturas rupestres do período Pleistocênico. O solo predominante é fértil e argiloso (cambissolo eutrófico). O clima é semiárido, com chuvas concentradas entre dezembro e fevereiro.

Lema: Epicentro da arqueologia

Gentílico: Centralense 

Pontos turisticos

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História

A ocupação recente da região que hoje é Central começou no século XIX, marcada pela expulsão dos povos indígenas pelo coronel Ernesto Medrado. O núcleo inicial se formou a partir de famílias de colonizadores portugueses, como Alberto Pires de Carvalho, que se casou com a indígena Felícia, e Marçal Ferreira dos Santos, junto com seus descendentes. A busca por novas terras e fontes de água levou Izidro José Ferreira e seus familiares a abrir picadas pela caatinga, chegando ao local que originaria o povoado de Roça de Dentro, onde se instalaram roças, casas de farinha e atividades agrícolas voltadas à subsistência.

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economia local baseava-se na criação de gado e no cultivo de feijão, milho, mandioca, cana e andu, com comércio feito por tropeiros. Em 1926, a região foi palco de conflitos com a Coluna Prestes, resultando em mortes, incêndios e destruição de moradias. Após a reconstrução, o povoado passou a se chamar Central em 1928, com a inauguração de uma estrada regional. Em 1935, tornou-se Distrito de Paz e, em 1958, foi elevado a município, desmembrando-se de Xique-Xique. A primeira eleição local ocorreu em 1970, após a criação da zona eleitoral em 1968.

A ocupação recente de Central teve início com o casal formado pelo português Alberto Pires de Carvalho e a índia Felícia, e com Marçal Ferreira dos Santos, também português, e sua esposa Josefa Ferreira de Brito, pais de oito filhos. Alberto Pires de Carvalho partira de Jacobina para Xique-Xique e, depois, mudara-se para Tiririca (atual Itaguaçu), comprando terras do Coronel Ernesto Augusto da Rocha Medrado. No povoado de Saco dos Bois, vizinho a Itaguaçu, morava um fazendeiro cujos vaqueiros, com cachorros e ferrões, aprisionaram na Serra do Assuruá uma jovem índia, que foi batizada com o nome de Felícia e que, com quatro anos, “estava mansa”. Alberto Pires de Carvalho, ouvindo falar da beleza da jovem, foi conhecê-la, casando-se com ela. Tiveram 24 filhos, formando o núcleo original do atual município de Itaguaçu. A Fazenda Santo Euzébio, comprada em 6 de novembro de 1827 do Conde da Ponte, Dom Manoel de Saldanha da Gama Mello Torres Guedes de Brito, por Francisco Dias Lima, deu origem a diversas fazendas da região.